domingo, 2 de agosto de 2009

Amor perdido

Lembro-me daqueles olhos que me diziam algo a mais, lembro-me da pele e também de um sorriso que quando era expresso transmitia um humor incontrolável, mas nem sempre aquele sorriso era tão confiante.
Lembro-me da menina, poucos assuntos, não se explicava muito bem, não gostava muito de se explicar.
Conversamos um pouco na beira do mar, ficamos um pouco em silêncio, deixando o vento bater em nossos rostos com poucas expressões, uma história diferente, um sentimento diferente, uma amizade diferente.
Não me recordo do nome, era um nome esquisito, não muito popular, mas me recordo muito bem dos amores perdidos, dos momentos que se arrependeu por não ter feito aquilo que desejava, me recordo também de suas lágrimas que caiam, talvez tivesse uma razão na qual eu deveria entender com o tempo.
Ela me dizia que não era muito de controlar muito suas emoções, tinha percebido naquele momento, suas palavras me comoviam. Ela não olhava muito em meus olhos, tinha medo de algo, talvez de um passado que ela mesma tinha causado, não entendia muito bem, ela se escondia, tinha medo do futuro, medo de amar novamente, talvez tivesse amado, não totalmente. Deixamos que o silêncio novamente transmitisse um valor maior em nossas palavras, já estava ficando de noite, e as ondas do mar já não tinham o mesmo movimento, nos despedimos, tinha amado conversar com aquela menina, que não me recordava muito bem de seu nome. Quando estávamos indo embora, perguntei se queria conversar mais, algum dia quem sabe? E ela com um sorriso controlado, apenas balançou com a cabeça dizendo que sim.
Depois daquele momento não tinha me sentido a mesma pessoa, fiquei pensando como estaria feliz em conhecer uma pessoa assim, queria entendê-la como não demonstrava tanto seus sentimentos, talvez porque ela não se explicava realmente.
Passaram-se dois dias, passei pelos mesmos caminhos onde a encontrei pela primeira vez, talvez ela gostasse da vista, era uma paisagem bem inspiradora, acabei a encontrando. Parecia que ela não tinha me visto, sentei ao seu lado, olhei e dei um sorriso discreto, ela parecia estar bem melhor do que a última vez. Finalmente recordei de seu nome, ela se chamava Estela, ela tinha me dito a alguns dias atrás. Resolvi entendê-la, ela se explicou um pouco mais desta vez, morava com seus pais, não tinha uma vida tão confortável, tinha dois irmãos, mas não conversava muito com eles, tinha poucos amigos, os que ela tinha talvez fossem o suficiente para ela.
Contei um pouco da menina que tentava impressionar, mas o que me interessava mesmo era saber por que se sentia tão sozinha? Por que tinha um amor perdido?
Aos poucos de nossa conversa foi me dizendo algo mais de suas fantasias, viveria uma ilusão talvez, que ela mesma tinha desejado dentro do seu coração, um coração que sofria por não ter o que desejava.
Depois de tudo isso, tinha resolvido não mais procurá-la, talvez o tempo resolvesse a dor que sentia, Estela era uma menina forte, eu sei que era.
Hoje não tenho mais notícias dela, ela não me procurou, foi algo passageiro, mas me deixou emocionada quando contava de seu amor perdido, fiquei pensando que depois de um tempo, ela amaria novamente e seu amor no qual dizia perdido, fosse apenas uma razão para deixar suas lágrimas cair.
Thais Lima.

( Escrito por Thais Lima, inspirado em Helen Brandão, 18 de setembro de 2008 ).

3 comentários:

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  2. Porque você Thaís, Tem um talento fora do normal... Amiga quero agradecer a você Por tudoo e quero te dizer que é uma honrra te-la como amiga.. Obrigada Por tudo minha Telentosa
    "( Escrito por Thais Lima, inspirado em Helen Brandão, 18 de setembro de 2008 )." / Amiga eu não tenho palavras pra agradecer a você :D Eu simplismentee a amo de mais ♥

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  3. Thaís! Costumo dizer que a vida tem coincidencias engraçadas...encantadoramente engraçadas. Esse post me soou tao familiar... Seria o cenário? A história? Lembrou-me um texto meu! rs rs
    Continue a escrever menina! A Helen tem realmente que se sentir orgulhosa! E concordo:vc tem talento!

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