Eu quebrei minhas razões, quebrei minhas esperanças, quebrei os meus amores. Eu sofri grandes dores, nenhuma delas precisou ser cicatrizada. Elas ainda estão no fundo de minha alma, são machucados provocados pela dor da existência de pessoas que passam em minha vida.
Foi no escuro, foi na rua, foi na lua, foi você. Na noite anterior quando você dizia coisas e eu não me importava você tentava de todas as formas me conquistar, me seduzir, me questionar. Foram sempre três motivos para você me deixar ou então me suportar. Eu fiz de tudo para estar inteira ao seu lado, mas me quebrei e quando se quebra pode colar, mas ainda fica as marcas de colas ou cicatrizes no corpo mais perfeito.
Foi então que na madrugada quando você se foi eu me quebrei, os meus vizinhos já estavam dormindo e ficaria impossível eles escutarem. Eu morava em um condomínio que era feito especialmente para idosos eu me mudei para lá a uns três meses atrás o motivo era o silencio. Portando eu não podia me quebrar e fazer barulho quebrei as coisas de dentro, quebrei com a alma enfurecida de dor e amargura. Quis quebrar também o motivo de ter você, mas não consegui. Seria impossível quebrar você.
Venho à manhã triste, chuva, trovoadas e silencio. Eu saí daquela região, deixei uma carta escrita para quem quisesse ler em minha cama onde por madrugadas eu chorei de medo. Você não abriu e também não leu.
Eu me joguei no mar toda quebrada, o mar me engoliu e me jogou na areia novamente, pois é isso que o mar faz, ele devolve aquilo que não é dele. Eu me joguei para você e você fez da mesma forma, me jogou, cuspiu como se eu não fosse sua, mas realmente eu nunca fui. Durante a tarde eu passei pela rua que eu sempre te encontrava. Pela primeira vez eu não te vi, fiquei surpresa e confusa. Depois disso resolvi passar a noite em um hotel, quis escutar pessoas conversando e rindo, quanto tempo eu não fazia isso. Peguei a chave do apartamento e entrei, era somente um quarto com uma cama, um frigobar e paredes pintada de cores exóticas, pois bem eu me deitei, pensei em você mais uma vez e senti dores.
Quando eu não agüentava mais eu me matei naquele mesmo hotel. Você não veio me visitar, não compreendeu nada que fiz, eu morri no instante que você me deixou. Eu não tinha mais razão, esperança de te encontrar e os amores que construí foram quebrados e destruídos também. Você só descobriu isso tudo quando você também se quebrou por minha causa. Éramos tão apaixonados que a raiva tomou conta da gente. Nunca mais falei com você. Eu estava morta e você quebrado. Espero que dessa vez você faça tudo certo, não faça as pessoas se quebrarem, morrerem, e não use-as para o seu bem estar.
Você perdeu realmente uma pessoa que te amava tanto. Nunca mais tente recuperá-la. Você não vai conseguir. Eu me quebrei, morri, não sobrevivi. E você não fez nada por mim.
Foi a única coisa que consegui dizer. Obrigada para quem leu a carta.
Domingo, 13 de setembro 2009.
Thais Lima.
domingo, 13 de setembro de 2009
Coisas feitas
domingo, 16 de agosto de 2009
O empregado

Era uma manhã resplandecente. Não tinha nuvens no céu. Só o que eu conseguia ver era um imenso azul que não tinha fim, o sol transmitia um brilho maior nos rostos das pessoas quando eu passava por elas.
Tudo parecia muito corrido, era a semana ainda começando e as pessoas não paravam de transitar, esbarravam-se uma as outras e raramente pediam desculpas pelo comportamento.
Enquanto eu observava tudo o que acontecia, passei pela mesma rua três vezes, querendo encontrar algo novo. Não consegui. As lojas não mudaram de lugar, eram os mesmos empregados que ainda trabalhavam obedecendo o seu horário de trabalho.
Recordo-me um pouco de um homem, alto e estranho. Em seu olhar o que eu consegui ver foram frustrações e tristezas. Um trabalho digno, talvez seja assim que ele o considerava. Carregando em seu corpo uma faixa com uma abertura que designava em sua em sua cabeça. A faixa cobria todo o seu corpo, deixando somente os membros superiores livres para alguns panfletos que ele segurava em suas mãos firmes e sujas.
O seu olhar estava despercebido.
O que ele estaria pensando?
Por que tinha que estar ali?
Eu me questionei ao passar por ele, tive vontade de esbarrá-lo, ter um comportamento normal na cidade movimentada, enquanto os outros que ainda passavam nada observavam, ou se observavam não pararam para refletirem. (Não esbarrei no pobre empregado).
Os seus olhos pareciam dizer algo, quando sua voz não dava nenhum sinal de vida, suas pernas estavam cruzadas, uma posição na qual eu considero desconfortável para ficar o dia em uma só posição.
Talvez ele seja um profissional (passou isso pela minha mente) ele curtia a posição de estátua, gostava quando as pessoas o olhavam e até esbarravam.
Depois quando estava escurecendo resolvi não passar pela mesma rua, ele estava lá eu podia sentir.
Não vou esbarrar, não vou parar, não vou tentar entender, vou deixar tudo como está.
Manterei-me imóvel, os meus olhos buscarão o mais longe que eu puder enxergar, as pessoas vão me olhar e até esbarrar e não pedirão desculpas. Tentarei ficar somente em uma posição até não conseguir mais.
No final do dia estarei morto.
Vou me matar. Em um quarto escuro e assustador. A noite não terá estrelas, serão gostas de sangue.
No próximo dia quando o empregador descobrir irá se lamentar pelo empregado morrer tão jovem.
Colocará outro em meu lugar.
O motivo de um homem que tentava enxergar acabou se matando e durante todo esse tempo o que eu somente consegui fazer foi estar morto.
Thais Lima – 08 Fevereiro 2009, 20:21min.
Tudo parecia muito corrido, era a semana ainda começando e as pessoas não paravam de transitar, esbarravam-se uma as outras e raramente pediam desculpas pelo comportamento.
Enquanto eu observava tudo o que acontecia, passei pela mesma rua três vezes, querendo encontrar algo novo. Não consegui. As lojas não mudaram de lugar, eram os mesmos empregados que ainda trabalhavam obedecendo o seu horário de trabalho.
Recordo-me um pouco de um homem, alto e estranho. Em seu olhar o que eu consegui ver foram frustrações e tristezas. Um trabalho digno, talvez seja assim que ele o considerava. Carregando em seu corpo uma faixa com uma abertura que designava em sua em sua cabeça. A faixa cobria todo o seu corpo, deixando somente os membros superiores livres para alguns panfletos que ele segurava em suas mãos firmes e sujas.
O seu olhar estava despercebido.
O que ele estaria pensando?
Por que tinha que estar ali?
Eu me questionei ao passar por ele, tive vontade de esbarrá-lo, ter um comportamento normal na cidade movimentada, enquanto os outros que ainda passavam nada observavam, ou se observavam não pararam para refletirem. (Não esbarrei no pobre empregado).
Os seus olhos pareciam dizer algo, quando sua voz não dava nenhum sinal de vida, suas pernas estavam cruzadas, uma posição na qual eu considero desconfortável para ficar o dia em uma só posição.
Talvez ele seja um profissional (passou isso pela minha mente) ele curtia a posição de estátua, gostava quando as pessoas o olhavam e até esbarravam.
Depois quando estava escurecendo resolvi não passar pela mesma rua, ele estava lá eu podia sentir.
Não vou esbarrar, não vou parar, não vou tentar entender, vou deixar tudo como está.
Manterei-me imóvel, os meus olhos buscarão o mais longe que eu puder enxergar, as pessoas vão me olhar e até esbarrar e não pedirão desculpas. Tentarei ficar somente em uma posição até não conseguir mais.
No final do dia estarei morto.
Vou me matar. Em um quarto escuro e assustador. A noite não terá estrelas, serão gostas de sangue.
No próximo dia quando o empregador descobrir irá se lamentar pelo empregado morrer tão jovem.
Colocará outro em meu lugar.
O motivo de um homem que tentava enxergar acabou se matando e durante todo esse tempo o que eu somente consegui fazer foi estar morto.
Thais Lima – 08 Fevereiro 2009, 20:21min.
Recomeço

Estranho estar em um quarto quente e frio ao mesmo tempo, enquanto só o que eu consigo ver da minha janela empoeirada é uma chuva forte de verão, que é prolongada por horas. E quanto mais chove, o quarto fica pequeno e úmido e a janela empoeirada não deixa que os pingos de chuva caiam em meu lugar de solidão.
Tentei me lembrar de músicas que escutei durante o dia para me lembrar de você, mas não consigo. Na minha imaginação só consigo rever cenas estranhas que tive ao acordar pela madrugada. Mas tudo só passou de um pesadelo estranho e conseqüente de minhas lembranças.
Tenho medo de retornar ao sono pesado.
Qual será o pesadelo desta vez?
Talvez não tenha nenhum pesadelo, nenhum sonho, mas vou tentar escutar minha própria voz desta vez, irei cantarolar uma música lenta com sintomas de medo por não ter ninguém por perto.
Na manhã seguinte estará fazendo um dia lindo, conseqüente da chuva da noite anterior, a chuva de verão que deixava o quarto pequeno e úmido, a chuva que me deixou mais uma vez conversar com minha solidão. O céu estará azul com poucas nuvens, abrindo espaço para o brilho do sol, refletindo no meu olhar o recomeço de um novo dia.
Thais Lima – 05 Fevereiro 2009.
Tentei me lembrar de músicas que escutei durante o dia para me lembrar de você, mas não consigo. Na minha imaginação só consigo rever cenas estranhas que tive ao acordar pela madrugada. Mas tudo só passou de um pesadelo estranho e conseqüente de minhas lembranças.
Tenho medo de retornar ao sono pesado.
Qual será o pesadelo desta vez?
Talvez não tenha nenhum pesadelo, nenhum sonho, mas vou tentar escutar minha própria voz desta vez, irei cantarolar uma música lenta com sintomas de medo por não ter ninguém por perto.
Na manhã seguinte estará fazendo um dia lindo, conseqüente da chuva da noite anterior, a chuva de verão que deixava o quarto pequeno e úmido, a chuva que me deixou mais uma vez conversar com minha solidão. O céu estará azul com poucas nuvens, abrindo espaço para o brilho do sol, refletindo no meu olhar o recomeço de um novo dia.
Thais Lima – 05 Fevereiro 2009.
sábado, 15 de agosto de 2009
Instantes
Se eu pudesse prolongar minha vida, e eu sei que posso, trataria de vivê-la com mais sabedoria e prudência.
Tentaria não ter tanta dor de cabeça, ser tão neurótico, estressado e às vezes depressivo.
Compreenderia mais as minhas limitações e fraquezas.
Procuraria ser mais alegre e me cercaria só de pessoas inteligentes, boas, energéticas e positivas.
Aprenderia mais sobre aquelas coisas mais simples da vida.
Seria cada vez mais uma criança, com sua inocência e imaginação livre.
Procuraria ser mais humilde e aprenderia a ouvir mais as pessoas.
Decidiria sobre as coisas importantes do dia-a-dia, mas com o coração do que com a razão.
Trataria de sonhar sonhos impossíveis.
Praticaria mais esportes, teria mais hábitos saudáveis, perderia vícios, caminharia regularmente, contemplaria mais o amanhecer, o entardecer e as estrelas.
Procuraria ficar, algumas vezes, meditando em total silêncio, só para escutar as batidas do meu coração.
Não perderia tanto tempo tentando resolver problemas insolúveis.
Usaria sempre o bom senso, tanto nos momentos de dúvida, quanto nos momentos de certeza.
Buscaria encontrar o equilíbrio perfeito entre a minha mente e o meu corpo.
Com certeza eu tentaria, de todas as formas possíveis e imagináveis, ter somente momentos de alegria e de realizações, porque é desses momentos que é feita a vida.
Se eu pudesse prolongar a minha vida, e eu sei que posso, trataria de estar mais junto de meus familiares, dos meus amigos e das pessoas que eu aprendi a amar e admirar.
Felizmente, a minha vida está apenas começando, e tenho consciência de que se cultivar somente hábitos e atitudes saudáveis terei grandes chances de viver muito mais de 100 anos...
Inspirado na Poesia “ Instantes “ de Jorge Luiz Borges.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Pressentimento,
Hoje 14 agosto 2009 eu tive um pressentimento terrível. Parei olhei para todos os lados e não encontrava nada por perto. Se eu tivesse alguma ferramenta naquela hora na qual eu poderia usar...
Eu não vi nada.
Escutei alguns ruídos somente. O nosso silêncio deixou que as minhas lágrimas caíssem antes de seu desabafo. Depois eu precisei vir embora, mas uma vez o silêncio estava comigo e ele carregava um vento frio que batia em meu rosto molhado. Eu fui pela mesma rua. Não vi nada.
Quando pensava que tudo tinha se resolvido, parei e pensei - tudo o que aconteceu foi um terrível pressentimento.
Thais Lima, 14 agosto 2009 - 23:07min.
Eu não vi nada.
Escutei alguns ruídos somente. O nosso silêncio deixou que as minhas lágrimas caíssem antes de seu desabafo. Depois eu precisei vir embora, mas uma vez o silêncio estava comigo e ele carregava um vento frio que batia em meu rosto molhado. Eu fui pela mesma rua. Não vi nada.
Quando pensava que tudo tinha se resolvido, parei e pensei - tudo o que aconteceu foi um terrível pressentimento.
Thais Lima, 14 agosto 2009 - 23:07min.
domingo, 2 de agosto de 2009
Reflexão
... O que direi? Não há mais nada a ganhar.
Venha comigo?
Quero te mostrar uma coisa.
E direi:
“-Te mostrarei que meu amor por mais simples que seja ele é rico e puro, talvez você esteja querendo ver, mas só os olhos de uma pessoa completamente apaixonada verá e entenderá o que estou dizendo."Andaremos mais um pouco, escolheremos os lugares onde passamos por muitas vezes e quando a manhã vier acordarei dizendo: -Isso só foi mais um sonho.
Thais Lima
Venha comigo?
Quero te mostrar uma coisa.
E direi:
“-Te mostrarei que meu amor por mais simples que seja ele é rico e puro, talvez você esteja querendo ver, mas só os olhos de uma pessoa completamente apaixonada verá e entenderá o que estou dizendo."Andaremos mais um pouco, escolheremos os lugares onde passamos por muitas vezes e quando a manhã vier acordarei dizendo: -Isso só foi mais um sonho.
Thais Lima
Amor perdido
Lembro-me daqueles olhos que me diziam algo a mais, lembro-me da pele e também de um sorriso que quando era expresso transmitia um humor incontrolável, mas nem sempre aquele sorriso era tão confiante.
Lembro-me da menina, poucos assuntos, não se explicava muito bem, não gostava muito de se explicar.
Conversamos um pouco na beira do mar, ficamos um pouco em silêncio, deixando o vento bater em nossos rostos com poucas expressões, uma história diferente, um sentimento diferente, uma amizade diferente.
Não me recordo do nome, era um nome esquisito, não muito popular, mas me recordo muito bem dos amores perdidos, dos momentos que se arrependeu por não ter feito aquilo que desejava, me recordo também de suas lágrimas que caiam, talvez tivesse uma razão na qual eu deveria entender com o tempo.
Ela me dizia que não era muito de controlar muito suas emoções, tinha percebido naquele momento, suas palavras me comoviam. Ela não olhava muito em meus olhos, tinha medo de algo, talvez de um passado que ela mesma tinha causado, não entendia muito bem, ela se escondia, tinha medo do futuro, medo de amar novamente, talvez tivesse amado, não totalmente. Deixamos que o silêncio novamente transmitisse um valor maior em nossas palavras, já estava ficando de noite, e as ondas do mar já não tinham o mesmo movimento, nos despedimos, tinha amado conversar com aquela menina, que não me recordava muito bem de seu nome. Quando estávamos indo embora, perguntei se queria conversar mais, algum dia quem sabe? E ela com um sorriso controlado, apenas balançou com a cabeça dizendo que sim.
Depois daquele momento não tinha me sentido a mesma pessoa, fiquei pensando como estaria feliz em conhecer uma pessoa assim, queria entendê-la como não demonstrava tanto seus sentimentos, talvez porque ela não se explicava realmente.
Passaram-se dois dias, passei pelos mesmos caminhos onde a encontrei pela primeira vez, talvez ela gostasse da vista, era uma paisagem bem inspiradora, acabei a encontrando. Parecia que ela não tinha me visto, sentei ao seu lado, olhei e dei um sorriso discreto, ela parecia estar bem melhor do que a última vez. Finalmente recordei de seu nome, ela se chamava Estela, ela tinha me dito a alguns dias atrás. Resolvi entendê-la, ela se explicou um pouco mais desta vez, morava com seus pais, não tinha uma vida tão confortável, tinha dois irmãos, mas não conversava muito com eles, tinha poucos amigos, os que ela tinha talvez fossem o suficiente para ela.
Contei um pouco da menina que tentava impressionar, mas o que me interessava mesmo era saber por que se sentia tão sozinha? Por que tinha um amor perdido?
Aos poucos de nossa conversa foi me dizendo algo mais de suas fantasias, viveria uma ilusão talvez, que ela mesma tinha desejado dentro do seu coração, um coração que sofria por não ter o que desejava.
Depois de tudo isso, tinha resolvido não mais procurá-la, talvez o tempo resolvesse a dor que sentia, Estela era uma menina forte, eu sei que era.
Hoje não tenho mais notícias dela, ela não me procurou, foi algo passageiro, mas me deixou emocionada quando contava de seu amor perdido, fiquei pensando que depois de um tempo, ela amaria novamente e seu amor no qual dizia perdido, fosse apenas uma razão para deixar suas lágrimas cair.
Thais Lima.
( Escrito por Thais Lima, inspirado em Helen Brandão, 18 de setembro de 2008 ).
Lembro-me da menina, poucos assuntos, não se explicava muito bem, não gostava muito de se explicar.
Conversamos um pouco na beira do mar, ficamos um pouco em silêncio, deixando o vento bater em nossos rostos com poucas expressões, uma história diferente, um sentimento diferente, uma amizade diferente.
Não me recordo do nome, era um nome esquisito, não muito popular, mas me recordo muito bem dos amores perdidos, dos momentos que se arrependeu por não ter feito aquilo que desejava, me recordo também de suas lágrimas que caiam, talvez tivesse uma razão na qual eu deveria entender com o tempo.
Ela me dizia que não era muito de controlar muito suas emoções, tinha percebido naquele momento, suas palavras me comoviam. Ela não olhava muito em meus olhos, tinha medo de algo, talvez de um passado que ela mesma tinha causado, não entendia muito bem, ela se escondia, tinha medo do futuro, medo de amar novamente, talvez tivesse amado, não totalmente. Deixamos que o silêncio novamente transmitisse um valor maior em nossas palavras, já estava ficando de noite, e as ondas do mar já não tinham o mesmo movimento, nos despedimos, tinha amado conversar com aquela menina, que não me recordava muito bem de seu nome. Quando estávamos indo embora, perguntei se queria conversar mais, algum dia quem sabe? E ela com um sorriso controlado, apenas balançou com a cabeça dizendo que sim.
Depois daquele momento não tinha me sentido a mesma pessoa, fiquei pensando como estaria feliz em conhecer uma pessoa assim, queria entendê-la como não demonstrava tanto seus sentimentos, talvez porque ela não se explicava realmente.
Passaram-se dois dias, passei pelos mesmos caminhos onde a encontrei pela primeira vez, talvez ela gostasse da vista, era uma paisagem bem inspiradora, acabei a encontrando. Parecia que ela não tinha me visto, sentei ao seu lado, olhei e dei um sorriso discreto, ela parecia estar bem melhor do que a última vez. Finalmente recordei de seu nome, ela se chamava Estela, ela tinha me dito a alguns dias atrás. Resolvi entendê-la, ela se explicou um pouco mais desta vez, morava com seus pais, não tinha uma vida tão confortável, tinha dois irmãos, mas não conversava muito com eles, tinha poucos amigos, os que ela tinha talvez fossem o suficiente para ela.
Contei um pouco da menina que tentava impressionar, mas o que me interessava mesmo era saber por que se sentia tão sozinha? Por que tinha um amor perdido?
Aos poucos de nossa conversa foi me dizendo algo mais de suas fantasias, viveria uma ilusão talvez, que ela mesma tinha desejado dentro do seu coração, um coração que sofria por não ter o que desejava.
Depois de tudo isso, tinha resolvido não mais procurá-la, talvez o tempo resolvesse a dor que sentia, Estela era uma menina forte, eu sei que era.
Hoje não tenho mais notícias dela, ela não me procurou, foi algo passageiro, mas me deixou emocionada quando contava de seu amor perdido, fiquei pensando que depois de um tempo, ela amaria novamente e seu amor no qual dizia perdido, fosse apenas uma razão para deixar suas lágrimas cair.
Thais Lima.
( Escrito por Thais Lima, inspirado em Helen Brandão, 18 de setembro de 2008 ).
A morte
Ontem por volta das 20h30min eu morri.
Lembranças retornavam em minha mente e o meu corpo já não se movia mais.
Você fez isso tudo comigo, minha casa era feita de espinhos, o meu teto de vidro escuro, que ia se rachando aos poucos. Não consegui ver a sombra que me acompanhava por todo esse tempo.
A solidão será a minha melhor amiga quando eu for para o lugar onde você desejou por todo esse tempo, mas quem morreu fui eu por não saber lidar com o sofrimento que me corrompia.
Será estranho por algum tempo. Morreria toda vez que te visse passar por mim. Sangue será o meu alimento, correrá em minhas veias mortas. Se retornar a vida te matarei e morreria mais uma vez. Esse foi o meu pior pesadelo. Morri mais uma vez e não levei você comigo.
Passaram-se quatro anos, a morte finalmente te encontrou, levou você para um lugar que seria impossível te encontrar. Conversei com a morte, enquanto eu me preocupava com você. Ela me disse que você se suicidou por não agüentar mais eu falando eu seu ouvido e sugando todo o seu sangue.
E agora? O que vou fazer?
Morri para sempre.
Eu me sustentava de você. Morri por você, te encontrei para dizer que morri para sempre.
Nunca mais nos encontramos, foi a última carta que deixei para ela antes de minha morte trágica.
Os vidros que ela construiu sobre minha cabeça, quebraram e me cortou em pedaços pequenos que foi impossível identificar o corpo. Somente ela soube por todo esse tempo que eu precisaria de sangue para sobreviver e eu acabei morrendo.
Dentro desses quatro anos ela nunca mais construiu nenhum teto de vidro.
Foi assim que eu morri por volta das 20h30min.
Ela se suicidou a quatro anos após minha morte. Nunca mais a encontrei. A morte foi egoísta e nos deixou tão longe quanto desejávamos.
Eu nunca contei pra ela que morri por amá-la demais.
Morri para sempre.
Thais Lima, 02-ago-2009. 14:35min.
Lembranças retornavam em minha mente e o meu corpo já não se movia mais.
Você fez isso tudo comigo, minha casa era feita de espinhos, o meu teto de vidro escuro, que ia se rachando aos poucos. Não consegui ver a sombra que me acompanhava por todo esse tempo.
A solidão será a minha melhor amiga quando eu for para o lugar onde você desejou por todo esse tempo, mas quem morreu fui eu por não saber lidar com o sofrimento que me corrompia.
Será estranho por algum tempo. Morreria toda vez que te visse passar por mim. Sangue será o meu alimento, correrá em minhas veias mortas. Se retornar a vida te matarei e morreria mais uma vez. Esse foi o meu pior pesadelo. Morri mais uma vez e não levei você comigo.
Passaram-se quatro anos, a morte finalmente te encontrou, levou você para um lugar que seria impossível te encontrar. Conversei com a morte, enquanto eu me preocupava com você. Ela me disse que você se suicidou por não agüentar mais eu falando eu seu ouvido e sugando todo o seu sangue.
E agora? O que vou fazer?
Morri para sempre.
Eu me sustentava de você. Morri por você, te encontrei para dizer que morri para sempre.
Nunca mais nos encontramos, foi a última carta que deixei para ela antes de minha morte trágica.
Os vidros que ela construiu sobre minha cabeça, quebraram e me cortou em pedaços pequenos que foi impossível identificar o corpo. Somente ela soube por todo esse tempo que eu precisaria de sangue para sobreviver e eu acabei morrendo.
Dentro desses quatro anos ela nunca mais construiu nenhum teto de vidro.
Foi assim que eu morri por volta das 20h30min.
Ela se suicidou a quatro anos após minha morte. Nunca mais a encontrei. A morte foi egoísta e nos deixou tão longe quanto desejávamos.
Eu nunca contei pra ela que morri por amá-la demais.
Morri para sempre.
Thais Lima, 02-ago-2009. 14:35min.
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