
Era uma manhã resplandecente. Não tinha nuvens no céu. Só o que eu conseguia ver era um imenso azul que não tinha fim, o sol transmitia um brilho maior nos rostos das pessoas quando eu passava por elas.
Tudo parecia muito corrido, era a semana ainda começando e as pessoas não paravam de transitar, esbarravam-se uma as outras e raramente pediam desculpas pelo comportamento.
Enquanto eu observava tudo o que acontecia, passei pela mesma rua três vezes, querendo encontrar algo novo. Não consegui. As lojas não mudaram de lugar, eram os mesmos empregados que ainda trabalhavam obedecendo o seu horário de trabalho.
Recordo-me um pouco de um homem, alto e estranho. Em seu olhar o que eu consegui ver foram frustrações e tristezas. Um trabalho digno, talvez seja assim que ele o considerava. Carregando em seu corpo uma faixa com uma abertura que designava em sua em sua cabeça. A faixa cobria todo o seu corpo, deixando somente os membros superiores livres para alguns panfletos que ele segurava em suas mãos firmes e sujas.
O seu olhar estava despercebido.
O que ele estaria pensando?
Por que tinha que estar ali?
Eu me questionei ao passar por ele, tive vontade de esbarrá-lo, ter um comportamento normal na cidade movimentada, enquanto os outros que ainda passavam nada observavam, ou se observavam não pararam para refletirem. (Não esbarrei no pobre empregado).
Os seus olhos pareciam dizer algo, quando sua voz não dava nenhum sinal de vida, suas pernas estavam cruzadas, uma posição na qual eu considero desconfortável para ficar o dia em uma só posição.
Talvez ele seja um profissional (passou isso pela minha mente) ele curtia a posição de estátua, gostava quando as pessoas o olhavam e até esbarravam.
Depois quando estava escurecendo resolvi não passar pela mesma rua, ele estava lá eu podia sentir.
Não vou esbarrar, não vou parar, não vou tentar entender, vou deixar tudo como está.
Manterei-me imóvel, os meus olhos buscarão o mais longe que eu puder enxergar, as pessoas vão me olhar e até esbarrar e não pedirão desculpas. Tentarei ficar somente em uma posição até não conseguir mais.
No final do dia estarei morto.
Vou me matar. Em um quarto escuro e assustador. A noite não terá estrelas, serão gostas de sangue.
No próximo dia quando o empregador descobrir irá se lamentar pelo empregado morrer tão jovem.
Colocará outro em meu lugar.
O motivo de um homem que tentava enxergar acabou se matando e durante todo esse tempo o que eu somente consegui fazer foi estar morto.
Thais Lima – 08 Fevereiro 2009, 20:21min.
Tudo parecia muito corrido, era a semana ainda começando e as pessoas não paravam de transitar, esbarravam-se uma as outras e raramente pediam desculpas pelo comportamento.
Enquanto eu observava tudo o que acontecia, passei pela mesma rua três vezes, querendo encontrar algo novo. Não consegui. As lojas não mudaram de lugar, eram os mesmos empregados que ainda trabalhavam obedecendo o seu horário de trabalho.
Recordo-me um pouco de um homem, alto e estranho. Em seu olhar o que eu consegui ver foram frustrações e tristezas. Um trabalho digno, talvez seja assim que ele o considerava. Carregando em seu corpo uma faixa com uma abertura que designava em sua em sua cabeça. A faixa cobria todo o seu corpo, deixando somente os membros superiores livres para alguns panfletos que ele segurava em suas mãos firmes e sujas.
O seu olhar estava despercebido.
O que ele estaria pensando?
Por que tinha que estar ali?
Eu me questionei ao passar por ele, tive vontade de esbarrá-lo, ter um comportamento normal na cidade movimentada, enquanto os outros que ainda passavam nada observavam, ou se observavam não pararam para refletirem. (Não esbarrei no pobre empregado).
Os seus olhos pareciam dizer algo, quando sua voz não dava nenhum sinal de vida, suas pernas estavam cruzadas, uma posição na qual eu considero desconfortável para ficar o dia em uma só posição.
Talvez ele seja um profissional (passou isso pela minha mente) ele curtia a posição de estátua, gostava quando as pessoas o olhavam e até esbarravam.
Depois quando estava escurecendo resolvi não passar pela mesma rua, ele estava lá eu podia sentir.
Não vou esbarrar, não vou parar, não vou tentar entender, vou deixar tudo como está.
Manterei-me imóvel, os meus olhos buscarão o mais longe que eu puder enxergar, as pessoas vão me olhar e até esbarrar e não pedirão desculpas. Tentarei ficar somente em uma posição até não conseguir mais.
No final do dia estarei morto.
Vou me matar. Em um quarto escuro e assustador. A noite não terá estrelas, serão gostas de sangue.
No próximo dia quando o empregador descobrir irá se lamentar pelo empregado morrer tão jovem.
Colocará outro em meu lugar.
O motivo de um homem que tentava enxergar acabou se matando e durante todo esse tempo o que eu somente consegui fazer foi estar morto.
Thais Lima – 08 Fevereiro 2009, 20:21min.