O mais estranho é que durante dois dias de descanso eu descansei mais que o necessário. Talvez fosse a sua ausência, senti sua falta, mas não liguei e nem procurei.
O meu orgulho foi mais forte. Sua decisão já deve estar tomada e eu não farei nada para equivocá-la. Farei o possível para não me mergulhar em lágrimas de choro e não vou ficar olhando para o aparelho que estará diante de mim esperando uma ligação de conforto como fizemos tantas vezes. Dessa vez será improvável eu ligar, deixar uma mensagem. Vou preferir viajar, ler, escrever, escutar músicas e esquecer de você.
Teremos tanto tempo para nos afastar. Será mais do que o tempo que tivemos para nos amar. Você lembrará-se de mim a cada vez que olhar o céu e reconhecer que eu te dei de presente no dia que você precisava de um colo. Eu te dei amor, problemas, espinhos, sangue, amantes. Eu acabei com a sua vida. Ou a recuperei. Foram tantas dúvidas que até hoje você as guarda.
Quem sabe você esteve certa de que tudo não se passou de um sonho bom.
Quem sabe eu arrume outro amor.
Quem sabe você volte para o seu amor.
Quem sabe eu morra de amor por você.
Quem sabe o seu telefone tocaria agora.
Será sempre dúvidas.
Thais Lima, 18 outubro 2009. 23:32min.